Cuidado com o samba do crioulo doido

Não, a foto aí de cima não corresponde ao título da postagem, mas ao seu oposto: um ambiente organizado, personalizado, bonito, sem excessos. Esclarecendo: o título não é pejorativo (pelo menos, não muito) e, muito menos, racista, mas diz respeito apenas à loucura que, ressalve-se, muitas vezes dá certo.

O samba do crioulo doido, quando intencional, costuma alcançar resultados inesperados. Um exemplo: já assisti a um concerto em que o pianista fazia arranjos geniais, a partir de um músico francês hiper famoso e a bateria da escola de samba Mangueira. Agora, o samba do crioulo doido pretensioso resulta em feiúra e descombinação.

Na decoração, é aquela coisa tudo ao mesmo tempo agora, sem planejamento nenhum. Não, isso não é um exemplo do estilo hi-lo (bem-humorado e cheio de personalidade). Num ambiente samba do crioulo doido, não há harmonia, não há paz, não existe uma estética. Tudo bem, eu sei que conceitos estéticos são discutíveis, mas uma casa atulhada, cheia de forrinhos por todo lado, cheia de enfeites, penduricalhos, móveis em demasia, só serve para cansar a vista, extenuar o espírito e dificultar a locomoção.

E, claro, desesperar as faxineiras, que são obrigadas a tirar o pó daquela infinidade de objetos. Enfim, é isso. Impossível colocar uma foto para ilustrar a confusão generalizada, porque seria ferir susceptibilidades, mas...dá para entender. E, o melhor, dá para evitar.

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Design, decoração, arte, móveis e objetos sustentáveis