Morar Mais Por Menos Goiânia 2014

Sim, esses comentários estão bem atrasados. A mostra já está quase acabando, mas ainda dá tempo. E, sim, as duas opções são válidas: você pode ir correndo para saber das novidades antes de todo mundo ou pode ir depois e aproveitar as promoções da última semana. O importante é dizer que vale muito a pena e que os ambientes, separados, estão em perfeita unidade, numa continuação bem acabada de ideias originais e lindas. E que a arte sobe pelas paredes, seja no desenho bacana de Marcus Camargo, nas sacas de café usadas por André Lenza, no lavabo de de Lilian Borges e Silvia Santin, nos grafites da suíte da designer, na pintura do espaço Leinertex, no escritório de Naila Rocha e Juliana Reis (pendure logo a sua bicicleta!), nos desenhos do escritório corporativo, no trançado de fios da bilheteria e, claro, nos meus espelhos de grade de ventilador no banheiro de Juliana Rocha e Paula Queiroz.


A arte também subiu pelo teto, em xícaras, revestimentos, grades, cidades...Espelhos venezianos, um incrível lustre com potes de vidro e muito uso de paletes. gavetas servindo de floreiras, portas de vidro reciclado. Ih, tem muita coisa pra falar, mas não acho que seja necessário, já que a integração entre os ambientes mostra que os arquitetos e designers tiveram uma preocupação com a unidade. Assim, a varanda (linda!) complementa o espaço do equilibradíssimo restaurante e serve de painel para o bem bolado banheiro do restaurante, sem descombinar nem um tiquinho com o estar e a bilheteria. E passeando pelos outros andares, você vai perceber que aquelas estantes de metal, naquela cor cinzabobo podem ficar maravilhosas com uns nichos, uns vasos e muitos objetos.


E tire a sua dúvida entre vintage e retrô. E constate que é possível viver bem demais num loft ou num estúdio de solteiro e que aquele laranja meio abóbora é perfeito em armários. Tendências: tubulações aparentes, xadrez, cobogós, almofadas em crochê, tricô e feltro, tijolo à vista (ou revestimentos com o mesmo aspecto), cadeiras desaparelhadas, cortinas mais encorpadas, jardim vertical. Se você achava um horror aquelas canaletas para passar fios, você vai mudar de ideia rapidinho. E perceba que o clean não é, de forma alguma, sinônimo de sem graça: madeira clara, branco e vermelho são um exemplo disso. E veja que um kilim fica ótimo numa parede.


Como sempre, senti falta do nome dos artistas no catálogo. Conheço alguns, gostei muito de um de Pirenópolis também, e, se cada arquiteto ou designer colocasse o nome dos artistas que estão nos ambientes, ficaria mais fácil. Um plus: a galeria de arte no subsolo, onde aconteceram eventos muito interessantes e onde coloquei minha instalação A senhora Fuji e as cerejeiras em flor. A mostra está tão bacana e integrada, que nem dá para falar de ambiente por ambiente. Fui no comecinho e ainda estou dentro do mesmo encantamento. Para quem não foi ainda, as fotos abaixo mostram que não dá para perder esse bonde. E nem para pegar o último bonde andando. Programão para refrescar o corpo e a alma.


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