A incontestável visibilidade de Paul Auster


Paul Auster é um desses autores que conseguem construir uma história sem deixar nenhum fio solto, com firmeza e sofisticação. Já li muitos livros do autor e gostei de todos. Este, já li e reli. Há narrativas em primeira pessoa e em terceira pessoa. Um livro dentro de outro livro. Estratégias que garantem a "invisibilidade" do autor, personagens que desaparecem e que são encontrados por meio do livro enviado a um amigo (que então assume a função de narrador). Confuso? Nem um pouco. O autor tece uma trama bem coesa, que faz a história deslizar sem obstáculos.


A abundância de citações comprovam o extenso conhecimento literário de Paul Auster e os personagens são expostos de forma íntima, perturbadora. Impossível não gostar, impossível não se comover em algumas passagens do romance.


E a capa? Perfeita. Uma manuscrito, com alguns rabiscos, trechos sublinhados e algumas anotações laterais, numa clara alusão ao manuscrito enviado pelo protagonista ao amigo. O título é sobreposto, quase "invisível". As capas dos romances (pelo menos os dessa editora) têm vindo protegidas por outra, de papel grosso, ondulado. A do meu livro estava meio sujinha e eu a descartei, o que me permitiu descobrir esta outra, ultra bacana. Sim, reparo em capas, fazer o quê?







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