A fúria de Silvina Ocampo


Nunca demorei tanto para ler um livro. O livro é ruim? Não, nada disso, muito pelo contrário: é muito bom. A questão é que, com a pandemia, as tarefas se multiplicaram e, quando eu ia ler, antes de dormir, já estava mortinha e, muitas vezes, só conseguia ler uma ou duas páginas. Justamente eu, que sempre adorei ler!


Eu não conhecia essa autora e, lendo a contracapa, fiquei sabendo que ela era mulher do escritor argentino Adolfo Bioy Casares e que, depois de conhecê-lo, passou a se dedicar exclusivamente à literatura. Aliás, vale muito a pena conhecer as obras desse escritor também. Silvina nasceu em Buenos Aires em 1903 e faleceu nessa mesma cidade, aos noventa anos.


Enfim, os contos são ótimos e, quase sempre, surpreendentes, mesclando o real e o imaginário.O cruel, a maldade e a tragédia surgem repentinamente, tão inesperadamente que a surpresa, de certa forma, ameniza o choque.O fato é que os contos são muito bem construídos, envolvendo o leitor em suas tramas.


Muitos contos, acho, poderiam se transformar em excelentes filmes, com um bom roteirista. Aliás, sempre acho que isso é um sinal de confirmação de uma boa literatura: constatar que daria um ótimo filme. .



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